skip to main |
skip to sidebar
Hoje em dia a pizza vem congelada, a roupa lava sozinha, o Mc Donalds entrega em casa, e o filme não precisa mais rebobinar. O hotmail rasga automaticamente as minhas cartas, e as fotos somem sempre que o computador estraga. A tecnologia nos deu um mundo novo: mais rápido, mais fácil e, antes de mais nada, passageiro. Estranho? Claro que não. Já estamos tão acostumados que mal percebemos a insolidez e instantaneidade das coisas. E não é à toa. Nos vestimos assim, comemos assim, e o mais triste: nossos relacionamentos também são assim. A minha geração inventou o "ficar" e admite tranquilamente sexo sem compromisso. Diferente da minha mãe, eu não preciso namorar pra beijar na boca, nem casar pra deixar de ser virgem, e hoje eu começo a admirar aqueles tempos. Para onde foi o companheirismo, o amor verdadeiro? O que aconteceu com a intimidade, com o respeito e a confiança? Será que ninguém mais acredita na felicidade calma das terças feiras chuvosas, na alegria constante de se querer quem se tem? A verdade é que eu cansei dessas competições infames de "quem demora mais pra responder o telefonema", chega desse teatro infantil do "vou fingir que eu não vi". O amor é um jogo esquisito, em que só se ganha quando dá empate. Não quero sair por cima, muito menos sair por baixo, o que eu quero é sair ao lado; e de mãozinha dada, se for possível. Talvez seja por isso que a idéia de amar assuste tanto: é fácil conquistar uma menina por uma noite, é fácil ser atraído por um decote... difícil é saber conquistá-la todos os dias, difícil é não ter medo de ser feliz! Ouse, arrisque e nunca se arrependa. Saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto... bom, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz!Eu posso parecer atrasada e até meio cafona, simplesmente não tenho outra opção. E enquanto a internet não disponibiliza uma versão melhor, eu fico com esse meu coração de sempre, que já não acredita em romances express, nem se contenta com amostras grátis de amor.